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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

DICAS DE INTERPRETAÇÃO TEXTUAL



A INTERPRETAÇÃO TEXTUAL -


 A interpretação de texto é o elemento-chave para o resultado de estudos, eficiência na solução de exercícios e na compreensão de situações do dia a dia. Além disso, traz uma leitura mais atenta e conhecimentos prévios sobre o assunto. Porém há um elemento de fundamental importância para a interpretação – o domínio da língua portuguesa, ou seja, o seu idioma.  
Sair falando por aí que sabe gramática, mas, não sabe interpretar ou vice-versa – “não cola”.  Agora, lembre-se de que todo aluno precisa de um bom dicionário na hora de interpretar um texto, pois, ninguém, conhece o significado de todas as palavras do seu idioma. Muito difícil é interpretar um texto desconhecendo certos termos. Então não corra esse risco. Use o dicionário!
Diante de tudo isso, o mais importante é ler, querido aluno, por isso, leia! Essa prática lhe facilitará a compreensão e a interpretação.

Agora vamos às dicas de como interpretar um texto:
1. Leia todo o texto pausadamente. O primeiro contato com ele é muito importante. É nesse momento que você saberá qual o assunto tratado e qual a posição do seu autor. Leia devagar e sem interromper a leitura.
2. Releia o texto e marque todas as palavras que não sabe o significado. Agora que você já sabe qual é o assunto, na segunda leitura você dará início a uma fase mais detalhada. Na existência de palavras desconhecidas, anote em um rascunho ou sublinhe no próprio texto.
3. Veja o significado de cada uma delas no dicionário e anote. Consulte o dicionário e anote os sinônimos ou a explicação do seu sentido. Releia o texto substituindo as palavras desconhecidas por aquelas que você já conhece. Isso não só o ajudará a entendê-lo em específico, como também aumentará o seu vocabulário.
4. Separe os parágrafos do texto e releia um a um fazendo o seu resumo. Separe o texto em parágrafos. À medida que começar a lê-lo, utilize um rascunho para fazer um resumo daquilo que leu. A partir daí você estará exercitando a sua capacidade em compreender a leitura. Resuma aquilo que leu. Agregar ao texto ideias precipitadas não demonstra concentração, e isso pode levar você a divagar no assunto e, inclusive, tirar conclusões erradas.
5. Elabore uma pergunta para cada parágrafo e responda.  Ler pode ser uma atitude passiva, mas quando você experimenta usar o texto fazendo perguntas sobre ele, absorve melhor o teor das suas palavras e os seus significados. Nesse momento, você poderá perceber que, afinal, ainda havia muita coisa para entender.
6. Questione a forma usada para escrever. Questione o motivo pelo qual o autor usou determinada forma para se expressar. Qual teria sido a sua intenção para escrever assim e não de outro modo? E a palavras utilizadas, será que elas indicam alguma coisa?
7. Faça um novo texto com as suas palavras, mas siga as ideias do autor. Assinale as ideias principais e se certifique que as inclui no texto. Escrever o mesmo, mas com as suas palavras é uma prova de que entendeu aquilo que leu. No final, certifique-se de que não “colocou palavras na boca do autor”, dizendo algo que não foi mencionado no texto por ele.
Seguindo essas dicas, você será capaz de  realizar uma boa interpretação.


Edwilson Bezerra – professor de língua portuguesa e técnicas de redação - com Licenciatura Plena em Letras/Português e Pós-graduado em Língua Portuguesa/Literatura


domingo, 15 de setembro de 2019

JUSTIÇA E O SISTEMA PUNITIVO NO BRASIL




         Conforme Michel Foucault, a partir do Século XVIII começa a ganhar volume a posição de resistência contra as formas de punição ancoradas nos suplícios físicos.  O soberano observando que o povo a cada dia refletia acerca das punições físicas, realizadas em praça pública, que na verdade, representava a crueldade, a tirania e a sede de vingança deste, por meio de seu carrasco, o qual executava as ordens dele, decide, então, criar outros meios para punir aqueles que eram contra a sua autoridade. Foucault ainda afirma que diante de tanto sangue, o povo só sabia fazer justiça com sangue. Observe que os dias contemporâneos não são tão diferentes desta última realidade, uma vez que os cidadãos brasileiros continuam a fazer justiça, em pleno Século XXI, com as próprias mãos, pois muitos não acreditam no sistema punitivo brasileiro. Diante de tais preceitos, há dois fatores que não podem ser negligenciados, como a mudança no sistema punitivo brasileiro, que, infelizmente, é seletiva aliado a um sistema carcerário defasado, uma vez que não consegue mudar a conduta do preso, pois este vive em condições subumanas
         Em primeira análise, cabe pontuar o complexo de punição do Brasil que, lamentavelmente, é seletiva. Luis Roberto Barroso - Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) certa vez, criticou o Sistema Brasileiro de Punição. Disse que considera "desarrumado e dividido por classes sociais". Para ele o direito penal só é bem explorado por quem tem dinheiro para pagar bons advogados.  "Fato real é que somos punitivos seletivamente". Dessa forma, observa-se que a justiça não pode ser por estratificação de classes, ou seja, feita por determinados valores sociais. Ela deve ser igualitária. Diante desse contexto, percebe-se que um dos caminhos para diminuir a punição seletiva no Brasil é por meio de uma justiça sem distinção de riqueza, de prestígio ou de educação. 
          Além disso, é preciso que o sistema carcerário deixe de ser cenário de insalubridade e de superlotação de celas, fatores que auxiliam na proliferação de epidemias e ao contágio de doenças, dentre elas o HIV, uma vez que estima-se que cerca de 20% dos presos brasileiros sejam portadores da doença. Não pode haver ressocialização diante de um quadro tão grotesco como este. A punição deve estar aliada à educação. Nelson Mandela -  líder da África Negra, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1993, e pai da moderna nação sul-africana - \disse que "A educação é a arma mais poderosa que o homem pode usar para mudar o mundo”. Os governantes brasileiros precisam entender que não é colocando mais armas nas mãos dos cidadãos civis que se vai resolver o problema da violência.  Na verdade, haverá mais violência e, consequentemente, mais pessoas presas.  O G1-  portal de notícias brasileiro mantido pelo Grupo Globo -  disse que no primeiro semestre de 2016 -  266 mil novos presos deram entrada no Sistema Carcerário Brasileiro, enquanto 197 mil saíram . Isso significa que, nesse período, a cada 100 novos presos, apenas, 73 conseguiram a liberdade. O caso é, realmente, lamentável. Diante disso, vê-se que o cenário o qual se encontra o Sistema Carcerário Brasileiro, só será amenizado, se haver punição em consonância com a educação. 
           Medidas são necessárias, portanto, para atenuar a problemática. É imprescindível que os brasileiros lutem por um sistema punitivo menos seletivo e mais justo. Isso pode ser realizado por projetos do Ministério da Educação que integrem os estudantes e as famílias, expondo em feiras e palestras escolares os princípios de uma justiça justa, sem punições seletivas, desprovendo-se de cor, raça, religião, sexo e educação inflexível. Somando a isso, é essencial que o Governo Federal - apoiado por ONG'S - amplie a divulgação das leis nacionais que assegurem o direito do preso de ter uma cela digna - longe de doenças causadas por insalubridade - e de cumprir a sua pena sem precisar conviver na  sua alcova com muitos presos, além de receber uma educação digna, para assim, quando sair poder se ressocializar. Dessa forma, o Brasil poder-se-á adequar de forma proveitosa aos princípios de uma sociedade justa e condizente a todos.


Professor Edwilson Bezerra -
Graduado e especialista
 em língua portuguesa 
e literatura






segunda-feira, 21 de maio de 2012

O que é a Usina Hidrelétrica de Belo Monte?

LAGO DE BELO MONTE– PROGRESSO OU DESASTRE AMBIENTAL?  
                   
                   A edificação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte construída no Rio Xingu, no Estado brasileiro do Pará, nas proximidades da cidade de Altamira, com inauguração prevista para fevereiro de 2015, tem sido alvo de grande discussão entre ambientalistas e governo.
O projeto surgiu há cerca de trinta anos no período da Ditadura Militar. Foi engavetado em 1989, sob pressão de grupos indígenas liderados pelo Cacique Raoni e pelo cantor Sting, ex-vocalista da banda “The Police”. (Jornal do Brasil de 29 de Abril de 2010). Porém, a ação não adiantou, pois o governo trouxe de volta a discussão do projeto.  
Este defende a importância da construção. Afirma que a elaboração da indústria trará segurança energética e desenvolvimento ao Brasil e que a usina produzirá energia necessária para dar continuidade ao processo de industrialização do país. Por outro lado, a Revista Política Ambiental  deixa claro que a construção, não só trará prejuízos ambientais terríveis ao meio ambiente, como também aos indígenas, pois no local, ainda, há aborígenes não-civilizados e que isso deve ser levado em consideração, pois há vidas em jogo. 
Por outro lado, não se pode ser hipócrita em afirmar que essa construção não trará benefícios, pois, se for construída, muitos indígenas não precisarão mais comprar combustíveis caro (em geral óleo Diesel) para movimentar geradores de energia, pois essa chegará as ocas ou casas através de linhas de transmissão. O lago, também, depois da construção, poderá ser utilizado pelas pessoas para criação de peixes. Isso de uma certa forma é importante, pois trará desenvolvimento à população da área,  porém, como para cada ação há uma reação,   a decocção de Belo Montes, infelizmente, inundará aldeias inteiras, que já existem há anos,  destruirá quilômetros de florestas, poderá atulhar cachoeiras, destruir reprodução de peixes e acabar com patrimônios históricos, como Pinturas Rupestres e ossos de dinossauros para sempre. Observa-se, então, que os pontos negativos superam os positivos.  Será que o Brasil precisa da construção de mais uma usina hidrelétrica? O país já possui uma matriz com 87 % de energia renovável, enquanto que a média mundial é de 19%. Essa posição do Brasil está assentada em 956 usinas hidrelétricas construídas ao longo do século XX que geram energia limpa e sustentável, escrevem Nivalde J. de Castro, professor da UFRJ e coordenador do Gesel – Grupo de Estudos do Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ, Guilherme de A. Dantas, Doutorando do Programa de Planejamento da Coppe/UFRJ e ´pesquisador-sênior do Gesel-UFRJ e André da Silva Leite, professor da UFFS (Campos Chapecó) e pesquisador-sênior do Gesel-UFRJ, em artigo publicado no jornal Valor, 03-01-2012.
Segundo a ONG WWF, a construção da hidrelétrica de Belo Monte poderia ser substituída pela repotencialização das usinas já existentes no país, pela redução do desperdício no sistema de distribuição elétrica, além de investimentos em fontes limpas de energia.
Entre os defensores está a chefia da Empresa de Pesquisa Energética. Segundo a empresa, a Usina de Belo Monte gerará um investimento 19 vezes maior do que o orçamento atual do Estado do Pará. A EPE defende a proposta das obras que, segundo estudos, atingirá um terço da área original a ser alagada. (http://pt.wikipedia.org).
O projeto da Usina de Belo Monte ainda é peculiar (entre aspas), porque pela primeira vez no Brasil, uma usina teve que levar em conta também a questão dos índios.

Edwilson Bezerra
Graduando em Letras pela FAMA
edwilson_bezerra@hotmail.com

sexta-feira, 18 de maio de 2012

"UMA REVOLUÇÃO DE COSTUME"


“BRASIL MOSTRA A TUA CARA”.

HOMENAGEM A SEBASTIÃO CARACAS - AUTOR AINDA DESCONHECIDO

                                           
No tempo do Brasil colônia, nos conta a história, surgiram heróis que deram a vida pelas causas que abraçaram - libertação da pátria contra o julgo imperial do nosso colonizador.
A nação brasileira foi mantida sem escolas durante 300 anos, como estratégia do Império Português, para que sua população de analfabetos, não pudesse esboçar qualquer manifestação de Independência.
Dom João VI, Rei de Portugal, no ano de 1808, ao transferir sua corte para o Brasil, trouxe uma das maiores bibliotecas da Europa, com 60 mil volumes; nomeou um diretor, porém, somente ele sabia ler e escrever, ou seja, 99% da população era analfabeta. Algo gritante, pois, tudo que os detentores do poder queriam e querem é utilizar essa gama de miseráveis, como massa de manobra para realização de seus próprios interesses.  A todo momento, os políticos falam de mudanças, entretanto, depois que ganham as eleições, esquecem daqueles que os ajudaram a estar no poder.  
 Em seu artigo, Sebastião Caracas,  autor desconhecido, cita a Inconfidência Mineira, como meio de chamar a atenção dos eleitores para a mudança de costumes, pois Tiradentes morreu lutando pela independência do Brasil e nós, brasileiros, precisamos continuar essa luta, por meio de manifestações contra os detentores do poder.
No Brasil é pão e samba;  na Roma Antiga era “pão e circo”, tudo para distrair o povo da miséria e da ignorância.  Nossos representantes, não são tão diferentes dos antigos, porque para distrair o povo, usam novelas, como meio de prender a atenção dos eleitores e fechar seus olhos para a realidade. 
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Precisamos de mais educação, de professores competentes e de jovens críticos, capazes de formular ideias, criar e expor opiniões; jovens que possam lutar e dizer - "não queremos mais ser capachos de autoridades políticas corruptas".
O Brasil quer revolução na política, saúde e educação, mas para isso precisa ter revolução de  costumes. Diga não a pouca vergonha e fale sim ao desenvolvimento social e político de seu país.



Edwilson Bezerra
Graduado e pós-graduado em Letras 
E-mail: edwilson_bezerra@hotmail.com