sexta-feira, 18 de maio de 2012

"UMA REVOLUÇÃO DE COSTUME"


“BRASIL MOSTRA A TUA CARA”.

HOMENAGEM A SEBASTIÃO CARACAS - AUTOR AINDA DESCONHECIDO

                                           
No tempo do Brasil colônia, nos conta a história, surgiram heróis que deram a vida pelas causas que abraçaram - libertação da pátria contra o julgo imperial do nosso colonizador.
A nação brasileira foi mantida sem escolas durante 300 anos, como estratégia do Império Português, para que sua população de analfabetos, não pudesse esboçar qualquer manifestação de Independência.
Dom João VI, Rei de Portugal, no ano de 1808, ao transferir sua corte para o Brasil, trouxe uma das maiores bibliotecas da Europa, com 60 mil volumes; nomeou um diretor, porém, somente ele sabia ler e escrever, ou seja, 99% da população era analfabeta. Algo gritante, pois, tudo que os detentores do poder queriam e querem é utilizar essa gama de miseráveis, como massa de manobra para realização de seus próprios interesses.  A todo momento, os políticos falam de mudanças, entretanto, depois que ganham as eleições, esquecem daqueles que os ajudaram a estar no poder.  
 Em seu artigo, Sebastião Caracas,  autor desconhecido, cita a Inconfidência Mineira, como meio de chamar a atenção dos eleitores para a mudança de costumes, pois Tiradentes morreu lutando pela independência do Brasil e nós, brasileiros, precisamos continuar essa luta, por meio de manifestações contra os detentores do poder.
No Brasil é pão e samba;  na Roma Antiga era “pão e circo”, tudo para distrair o povo da miséria e da ignorância.  Nossos representantes, não são tão diferentes dos antigos, porque para distrair o povo, usam novelas, como meio de prender a atenção dos eleitores e fechar seus olhos para a realidade. 
.

                     
Precisamos de mais educação, de professores competentes e de jovens críticos, capazes de formular ideias, criar e expor opiniões; jovens que possam lutar e dizer - "não queremos mais ser capachos de autoridades políticas corruptas".
O Brasil quer revolução na política, saúde e educação, mas para isso precisa ter revolução de  costumes. Diga não a pouca vergonha e fale sim ao desenvolvimento social e político de seu país.



Edwilson Bezerra
Graduado e pós-graduado em Letras 
E-mail: edwilson_bezerra@hotmail.com

sábado, 21 de abril de 2012

Guimarães Rosa- MESTRE DA LITERATURA

                                        

                       Guimarães Rosa- MESTRE DA LITERATURA.

                             “O sertão que virou poesia e a poesia que virou sertão”.

 João Guimarães Rosa nasceu em 27 de junho de 1908, na cidade de Cordisburgo (MG), filho do comerciante Florduardo Pinto Rosa (seu fulô), caçador de onças e contador de estórias e de Joanita Francisca Guimarães Rosa (dona Chiquitita) como era conhecida.
 Foi médico, soldado, poeta e escritor, fez e faz parte do modernismo brasileiro, não em querer mudar a sua época ou ser contra a evolução pólitica-social do seu povo; foi moderno por ser irreverente e radical dono de um estilo único e pessoal de narrativa.
 Três experiências formaram o mundo interior deste escritotor: médico, escolhendo o valor místico do sofrimento, rebelde devido o valor da consciência e soldado por valor da proximidade da morte.
Guimarães tinha o apelido de “Joãozito”, foi o primeiro de 06 irmãos, afirmava que não gostava muito de falar de sua infância, pois o que mais se lembrava era do entra e sai de pessoas da sua casa, “por seus pais serem comerciantes”.
 Seu pai quando saia para caçar gostava de levá-lo, mas quando Guimarães percebia que Florduardo ia matar qualquer animal, gritava [papai!], até que um dia o mesmo percebeu e não levou-o mais.
Guimarães afirma que apartir desse momento a sua vida como poeta e escritor começava a florescer, onde o mesmo trancava-se em seu quarto deitando no chão e começando a pensar em estórias, versos e romances, colocando todos que conhecia como personagens.
Com apenas 06 anos já lia em Francês, logo depois aprendeu Holandês e então, em 1918 seu tio avô e padrinho “ Luís Guimarães”, levou-o para Belorizonte para continuar seus estudos, passando assim a estudar no colégio Santo Arnaldo em Minas Gerais de origem Alemã, junto de Carlos Drummond de Andrade e outros.
Guimarães passou a frequentar constantimente a biblioteca da cidade aumentando ainda mais a sua paixão por livros e seu prazer pela leitura. Foi colecionador de incetos e borboletas até os 14 anos de idade, por ser um profundo conhecedor da história natural.
Em 1925, com apenas 16 anos, matriculou-se na então Faculdade de Medicina da Univerrside de Minas Gerais, mas continuou estudando línguas, pois o mesmo era um “poliglota nato”,  falando fluentemente Francês, Holandês, Alemão, Sueco, Latim, Grego, Polonês, Árabe, Tupi e Hebraico, ao total era conhecedor de vinte idioma. Na escola de Medicina ele escrevia contos e discursava para ganhar dinheiro, mas ainda não tinha o traço de Guimarães Rosa.
 Em 27 de julho de 1930 casou-se com Lígia Cabral Pena, de apenas 16 anos, com quem teve duas filhas: Vilma e Agnes. Ainda nesse ano formou-se e passou a exercer a profissão de médico em uma cidadizinha de Minas Gerais do interior de Itaguara, só para não exercer medicina com concorrência. Mas, foi nessa localidade que passou a ter contato com os elementos do sertão que, mais tarde iria servir de referência e inspiração a sua obra (Grande Sertão: Veredas).
De volta da Cidade de Itaguara, dois anos depois em 1933 serviu como médico do 9º batalhão de Infantaria da Polícia Militar. Um ano depois prestou concurso para o Itamarty no Rio de Janeiro, obtendo a sua aprovação em segundo lugar, onde passou alguns anos da sua vida como diplomata na Europa e na América Latina.
No início da carreira diplomática exerceu como primeira função no exteriror, o cargo de “Consul Adjunto do Brasil em Hamburgo na Alemnaha” de 1938 a 1942. Nesse período Guimarães, conhece a sua segunda mulher “Aracy de Carvalho”, ambos ajudaram muitos Judeus a sairem da Alemanha na época da guerra. Por esta ação o Estado de Israel homenageou a Guimarães e sua esposa Aracy de Carvalho, que trabalhava na época da guerra concedendo vistos. A Alemanha repatriaria ambos para o Brasil, mas nesse momento o Brasil declara guerra ao País e Guimarães fica impedido de voltar ao Brasil. Depois de libertado Guimarães volta para o Rio de Janeiro, ficando muito pouco tempo no Estado, seguindo logo para Bogotá como secretário da Embaixada onde fica até 1944.
No Brasil em sua segunda candidatura para a Acadêmia Brasileira de Letras, foi eleito por unanimidade em 1963. Temendo ser tomado por uma forte emoção, adiou a cerimônia de posse por quatro anos. Em seu discurso quando enfim decidiu assumir a cadeira da Academia em 1967, chegou a afirmar em tom de despedida como se soubesse o que se passaria ao entardecer do domingo seguinte: “...  A gente morre é para provar que viveu”, falece três dias mais tarde na Cidade do Rio de Janeiro em 19 de novembro de 1967 com 59 anos João Guimarães Rosa.
Se o laudo médico atestou um infarto - sua morte permanece um mistério inesplicável. Dizem que a resposta está em sua obra mais marcante – “Grande Sertão: Veredas” - intitulado por Guimarães como “ uma autobiografia irracional”, talvez a explicação esteja na travessia simbólica do rio e do sertão de Riobaldo ou no amor inexplicável dele  por Diadorim.

Além da obra “Grande Sertão: Veredas” que, tornou-se um produto da Universalidade humana e um legado da Literatura Portuguesa em todo o mundo, o escritor e poeta retém a minha atenção na obra “Manuelzão e Miguelim”  porque é através dessa obra que ele retrata a sua infância. Observe a citação da estória e veja por quê faço esse preâmbulo:
“Miguelim vive no Mutum, região isolada e primitiva com sua família. O pai- Bernardo- é um homem rústico embrutecido e que se destrói; a mãe – Nhanina- é Frágil e insatisfeita; os irmãos- Dito, Chica, Tornezinho e Drelina, vivem felizes.
Nessa passagem está claro a infância de Guimarães, pois o seu pai era homem também rústico, forte e caçador de onças (...) Sua mãe era sensivel da mesma forma de dona Nhanina; ele era o primeiro de seis irmãos, da mesma forma que retrata a estória de “ Manuelzão e Migulim”. Por isso que afirmo que literatura é a transfiguração do real, realidade do artista (poeta) sendo recriada através do seu espírito e retransmitida através da língua para as formas que são os gêneros, com as quais toma novo corpo e nova realidade.
[ Afrânio Coutinho].
É assim que o poeta transmite aquilo que sente, a verdade que é mais verdade, que ele mesmo “a obra”, pois ali está atransfiguração da sua verdadeira realidade. “Massaud Moíses” também afirma que, literatura é a expressão dos conteúdos da ficção ou da imaginação por meio das palavras de sentido multiplo e pessoal.
 Deixo aqui as obras deste extraordinário poeta e escritor modernista, duas póstumo e as demais em vida.
 O Magma (1936) foi o primeiro prêmio literário de Guimarães, na verdade esse prêmio foi meio que renegado por ele, porque depois sentiu que poesia não poderia ser feita profissionalmente [de maneira formal]. Evidentemente que ele se referia ao formato de poema, “forma”. Pois o modernismo no Brasil foi antes de qualquer coisa um movimento contra os valores clássicos, [modo de fazer poesia dos Parnasianos].

Sagarana - João Guimarães Rosa Sagarana (1946) foi o primeiro  livro de Guimarães Rosa que, traz temas atrelado a vida rural (MG), que tem como Epígrafe " Lá em cima daquela serra, passa boi, passa boiada, passa gente ruím e boa, passa minha namorada". É quando realmente Guimarães vira Guimarães Rosa; livro que têm grandes contos e estórias interessantes; é uma boa entrada para conhecer Guimarães Rosa. É a estória pura de Cordisburgo, uma Cordisburgo bonita! Uma das estórias desse livro é “O burrinho Pedrês”.
   Grande Sertão: Veredas(1956)- foi um romance pensado inicialmente como uma das novelas do livro " Corpo de Baile", porém tornou-se um dos mais importantes livros da Literatura Brasileira e da Literatura Lusófona (Literatura escrita em língua portuguesa, que faz parte de várias expressões literárias nacionais).
 Em maio de 2002 " O Clube do Livro da Noruega", [Entidade que congrega Editores Noruegueses] elegeram 100 melhores livros de todos os tempos; a bancada de votação contava com "cem" escritores de "54 países". Grande Sertão:Veredas foi o único livro brasileiro a integrar a lista dos 100 melhores de todos os tempos do Clube do Livro da Noruega.
Livro que aborda várias interpretações sob vários pontos de vista. Guimarães era por natureza um ser inventivo, extremamente erudito, porém incorporou em sua principal obra aspectos das mais diferentes culturas, fazendo da sua mais importante obra um produto da universalidade humana.
 Inicialmente chama a atenção por sua dimensão- mais de 600 páginas- e pela ausência de capítulos. Guimarães fundiu nesse romance elemento do experimentalismo linguístico da primeira fase do modernismo e a temática do regionalismo da segunda fase, para criar uma obra única e inovadora.
O foco narrativo está na primeira pessoa e os personagens principais desse romance é Riobaldo, Diadorim, Deus e o Diabo. Riobaldo é o narrador-protagonista, um fazendeiro rico que revive suas pelejas, seus medos, seus amores e suas dúvidas, morando as margens do São Francisco; conta sua trajetória de vida com acentos e jeitos sertanejos- uma inusitada invenção de linguagem, a um interlocutor que nunca se pronuncia a quem ele chama “Senhor” ou “Moço”.
Em sua narrativa, dos segredos das veredas, Riobaldo tece a história de sua vida. Ele Confronta as forças do bem e do mal, retomando num fluxo de memória o fio de sua vida, narrando às grandes lutas do bando de jagunços, descrevendo os feitos e características de diversos personagens, revelando os códigos de honra e de procedimento do sertão.
No meio de sua travessia surge a enigmática amizade e afeição por um companheiro de pelejas, com quem Riobaldo passou a dialogar e trocar confidencia. Diadorim é Reinaldo, filho do grande chefe Joca Ramiro, traído por Hermógenes. Diadorim era sério e calado, mas tinha feições finas, e queria vingar a morte de seu pai que, em sangrento duelo mata Hermógenes, mas é ferido mortalmente.
A notícia chega a Riobaldo e o mesmo é tomado por intensa dor, em desespero exclama: Meu amor! Diante do corpo desnudo a revelar o grande segredo do companheiro.
Após o trágico fim, Riobaldo adota um comportamento de devoção espiritual, orientado pelo seu compadre Quelemém. Casa-se com Otacília e torna-se proprietário ao receber duas fazendas de herança.

Edwilson Bezerra
Graduando em Letras pela FAMA
edwilson_bezerra@hotmail.com



 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

" Abaixo ao privilégio parlamentar"

 
                              "
      
Manifesto - Uma crítica aberta para um tempo - Tempo de mudança – Emenda Constitucional, 2012.
                                                                                                                                                        
Recebi há dois dias, uma mensagem na minha caixa de e- mail, sobre o Manifesto – Emenda Constitucional 2012. Fiquei muito feliz em poder ver o passo importante que o nosso país está tomando, através da lei de reforma do Congresso [Emenda da Constituição do Brasil], pois é sabido, que alguns dos nossos parlamentares são classificados como corruptos e aproveitadores, para tal afirmação, basta assistir aos telejornais.                       
Sebastião Caracas, através do manifesto, Revolução de Costumes, afirma que a nossa nação foi mantida durante 300 anos sem escolas, como estratégia do Império Português, para que a  população, só de analfabetos, não pudesse esboçar qualquer manifestação de independência. 
Assim, é importante lembrar aos nossos representantes que não vivemos mais no Brasil de 300 anos atrás, da escuridão e da ignorância, mas sim, no século das luzes, da reflexão, da criticidade, do desenvolvimento e principalmente da liberdade de expressão. Então, por que não dizer basta aos salários abusivos e aposentadorias irregulares dos congressistas?
A lei de reforma do congresso vem forçar o parlamento a deixar de votar o aumento do seu próprio salário, passando a ser objeto de plebiscito e forçá-los a participar do mesmo sistema de saúde de  todo e qualquer cidadão brasileiro. 
É importante acreditarmos nesse manifesto, entretanto sabemos que a banda não toca assim no parlamento, passando a ser para mim, uma grande utopia.


Edwilson Bezerra
Graduado em Letras
edwilson_bezerra@hotmail.com

terça-feira, 27 de março de 2012

Uma resenha de literatura para quê? - Antonie Compagnon – Editora UFMG, 2009.

                                                  

 Uma resenha de  Literatura para quê? - Antonie Compagnon –                                    Editora UFMG, 2009.  

  
Em agosto de 2009 foi editada a aula inaugural de Antonie Compagnon, pela editora UFMG, com o tema “Literatura para quê?”, aula que foi realizada em novembro de 2006 no renomado Collège de France (Estabelecimento de Ensino Superior fundado em Paris), durante a inauguração da cátedra da Literatura Francesa, Moderna e Contemporânea, enfatizando a história, crítica e tória da mesma.             
Tudo começa quando um aluno de engenharia de 18 anos é convidado a se fazer presente a um conceituado Estabelecimento de Ensino, por convite da mãe do seu melhor amigo. Apartir desse momento algo vai fazer retroceder o pensamento de Antonie Compagnon.
Chegando ao tão conceituado Collège, depara-se com “Roman Jakobson, linguísta e especialista de poética - que atravessa o século XX”, a analisar minuciosamente um soneto de DUBELLAY.Neste momento Antonie começa a se interrogar: será que posso refazer-me dessa visita? Tudo passou a ser diferente, apartir daquele momento; não tendo mais a visão para a ciência da engenharia, voltando-se completamente para a arte da literatura.
Assim apaixonou-se pela literatura, como se a mesma fosse uma garota de dezoito anos. E de repente depara-se com ele mesmo e com gigantes [grandes oradores], e começa a perguntar-se, se estes não poderiam perceber as suas incongruências (que peca contra as regras do saber), depois desabafa consigo mesmo, afirmando que, "o impostor seria o professor seguro de si", aquele que saberia antes de pesquisar.
Entretanto a certeza do fazer correto fazia com que este se sobressaísse de maneira brilhante em sua nova decisão, não como estudante de engenharia ou engenheiro, mas sim, como um homem letrado, que usa o conhecimento ao seu favor e em favor da sociedade.   
E assim o ensino do Collège de França acelerou a conversão tardia de Antonie Compagnon, saindo da engenharia para a eloquencia das letras, passando a possuir valor inversamente proporcional ao seu tamanho; escrevendo cinquenta e sete páginas sobre a “pertinência do pensamento literário”, passando por Focaut e Barthes, Calvino e Proust, em uma época em que a aceleração digital fragmenta o tempo disponível dos livros. (Compagnon 2009, p. 21).
A conferência que aconteceu nesta conceituada escola, vem assim mover pensamentos relevantes sobre a necessidade da literatura em nossas Instituições, não como forma somente de disciplina (forma, pela forma), mas como meio de associá-las ao contexto social, fazendo com que esta seja o espelho da realidade sendo perpassada através do espírito do artista, retratando todo um contexto com perspicácia, quer dizer com agudeza de espírito.
Após a apresentação protocolar, Compagnon direciona-se a todos com a incumbência de responder a interrogação colocada como titulo do texto de maneira legitima e clara. Para tanto divide sua exposição em duas questões: “por que e como falar de Literatura Francesa, Moderna e Contemporânea no século XXI? (Compagnon 2009, p.13).
Segundo o professor o porquê é mais difícil de tratar; o aparato sendo indicado como mais tradicional nas discussões sobre literatura oscilaria entre a tradição teórica, que a considera um valor eterno, universal e muitas vezes imutável, e uma tradição histórica que ver na literatura distanciada em seu tempo e lugar de origem. Acredito que essa divisão também poderia ser observada na oposição entre retórica ou poética e história literária ou filologia. A sucessão de Cátedras de Literatura Francesa ora pendia para um ramo de estudo, ora pendia para outro. Mas, no final do século XX, a velha disputa “discussão e a troca de palavras violentas entre história e teoria”, não mais teve razão de ser.
Teoria e história de acordo com o professor, não mais serão como duas épocas da critica, [clássica e romântica, ou universalista e relativista]; não quererá dizer nem doutrina nem sistema, mas “atenção às noções elementares da disciplina, elucidação dos preconceitos de toda a pesquisa ou ainda, perplexidade metodológica. Enquanto que história significará menos cronologia, e às palavras literatura moderna e contemporânea para este, significa marca temporais e periódicas; mas, sobretudo assinalam o desafio que afasta e aproxima eternamente literatura a modernidade. (Compagnon 2009, p.18 e 19).
A literatura só terá sentido com o elo entre teoria, história e critica, tornando-se essenciais para amarrar o estudo literário. Ou para reatar com ele a plenitude do seu sentido; levando em consideração que toda leitura (erudita) deve ser justificada, estudada e elaborada, sendo esta (literatura) um instrumento de comunicação e de interação social, cumprindo o papel de transmitir o conhecimento e a cultura de uma comunidade.
O que é mais importante, saber o conceito de literatura ou pra que estudar literatura? Assim Antonie, abre o entendimento do ser humano para uma possível sucessão da teoria pela critica literária. Pois, o autor de literatura pra quê, discorre todo tempo sobre a “capacidade do texto literário em proporcionar uma plenitude existencial ao individuo”.
 Cada citação é um grau de luz, uma instrução que substitui a experiência; cada aventura é um modelo seguido "o qual podemos formar”. (Compagnon, 2009, p. 32). Este víeis é somente a construção da criticidade do leitor a cerca do viver e principalmente da construção da identidade, pois a percepção de si passa pela apreensão do outro.
 A literatura não é a língua da alusão? Para entende-la é preciso [está dentro], como se dizia em casa de Madame Verdurin. A alusão transcrita neste parágrafo é nada mais que “exclusão”, não no sentido literal, mas no sentido figurado.  (Compagnon 2009, p. 23).
A literatura deve portanto, ser lida e estudada porque oferece meios de preservar e transmitir a experiência dos outros, àqueles que estão distante de nós no espaço e no tempo, ou que diferem de nós por suas condições de vida.
  Ela nos ensina a melhor sentir. E como nossos sentidos não têm limites, jamais conclui, fica aberta como um Ensaio de Montaigne. Isso depois de nos ter feito ver, respirar ou tocar as incertezas e as indecisões, as complicações e os paradoxos que se escondem atrás das ações da nossa tão inquietante Literatura.
Sabemos que a Literaturaa não é mais o centro da cultura na comtemporaneidade, porém esta, ainda fornece um ângulo de visão aguçado, uma perspectiva para além. A Literatura leva a uma realidade impírica através da ficção.
 Concluímos então que, a literatura aparece como elemento humanizador, pois esta teria sua criticidade desenvolvida com a impultação de sentido ao texto e por conseguinte, a possibilidade de atribuir sentidos mais duradouros e relevantes ao ser humano. 


Edwilson Bezerra
Graduando em Letras pela FAMA
edwilson_bezerra@hotmail.com